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Projeto de Ancoragens Ativas e Passivas em Uberlândia

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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A expansão de Uberlândia para além dos vales do Uberabinha e do Araguari trouxe desafios geotécnicos que há 30 anos não existiam na cidade. Com 750 mil habitantes e um crescimento vertical acelerado nos bairros Fundinho, Santa Mônica e Tibery, o número de escavações profundas para subsolos multiplicou. O perfil de solo local alterna entre camadas de areia argilosa e siltes colapsíveis do Grupo Bauru. Nesse contexto, o projeto de ancoragens ativas e passivas deixou de ser exceção e passou a integrar quase toda obra de médio porte. Um dimensionamento mal calibrado para essas formações gera recalques diferenciais em prédios vizinhos e patologias em contenções que poderiam ser evitadas com investigação geotécnica adequada e execução controlada.

Em solo colapsível do Grupo Bauru, a protensão da ancoragem ativa precisa compensar a perda de carga por saturação futura do solo.

Metodologia e escopo

Em uma escavação de 11 metros na região central de Uberlândia para um edifício comercial com 4 subsolos, o lençol freático foi interceptado a 6 metros de profundidade durante a perfuração das ancoragens. A parede diafragma já estava concluída. O solo, uma areia fina siltosa típica da Formação Marília, apresentava baixa coesão e tendência ao desmoronamento do furo. O projeto original previa ancoragens passivas de 15 metros, mas os ensaios de arrancamento evidenciaram resistência insuficiente. Foi necessário reprojetar com cargas de trabalho acima de 400 kN e mudar para ancoragens ativas com protensão controlada. Os bulbos foram alongados para 9 metros, e a calda de injeção recebeu aditivo expansor. O ensaio CPT ajudou a mapear com precisão a estratigrafia do furo. Também usamos a permeabilidade in situ para ajustar o rebaixamento do lençol durante a concretagem dos tirantes.
Projeto de Ancoragens Ativas e Passivas em Uberlândia
Imagem técnica de referência — Uberlandia

Considerações locais

O erro mais comum que observamos na região de Uberlândia é a subestimação da agressividade do solo. As águas subterrâneas do Aquífero Bauru, somadas ao pH ácido de algumas camadas de solo residual, aceleram a corrosão dos aços. Uma ancoragem permanente projetada sem dupla proteção anticorrosiva pode perder seção resistente em menos de 15 anos. Outro ponto crítico é a interação entre tirantes e recalques de fundações vizinhas. Quando a contenção é executada após a construção do prédio ao lado, a protensão da ancoragem ativa pode induzir deslocamentos no maciço. A estabilidade de taludes em fase de escavação deve ser verificada com parâmetros não drenados, e o monitoramento com células de carga é indispensável para tirantes com mais de 400 kN de carga de trabalho.

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Vídeo explicativo

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Carga de trabalho típica em tirantes ativos250 a 600 kN
Comprimento do bulbo injetado6 a 12 m
Diâmetro da perfuração100 a 150 mm
Coeficiente de segurança para arrancamento≥ 2,0 (ABNT NBR 5629)
Tensão admissível no aço (CP-190 RB)0,8 fpy (ABNT NBR 6118)
Profundidade máxima de escavação com ancoragem> 20 m

Serviços técnicos associados

01

Dimensionamento de tirantes ativos e passivos

Definição da carga de protensão, comprimento livre e bulbo injetado com base em ensaios de arrancamento e perfil geotécnico local.

02

Proteção anticorrosiva e durabilidade

Especificação de bainhas, caldas especiais e dupla proteção para ancoragens definitivas em solos agressivos do Triângulo Mineiro.

03

Ensaios de recebimento e controle de obra

Execução de ensaios de fluência, carga residual e arrancamento em tirantes conforme NBR 5629, com emissão de laudo técnico.

Normas aplicáveis

ABNT NBR 5629:2018 – Tirantes ancorados no terreno, ABNT NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, EN 1997-1:2004 – Eurocode 7 (Geotechnical design), FHWA-IF-99-015 – Ground Anchors and Anchored Systems

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre ancoragem ativa e passiva no projeto de contenção em Uberlândia?

A ancoragem ativa é protendida após a execução, aplicando uma carga controlada ao maciço. A passiva só entra em carga quando o solo se deforma. Em Uberlândia, usamos ativas em contenções com deslocamento limitado, como prédios vizinhos muito próximos, e passivas em taludes de corte onde pequenas deformações são admissíveis.

Quanto custa um projeto de ancoragem para contenção em Uberlândia?

O projeto de ancoragens ativas ou passivas parte de aproximadamente R$ 100.000, variando conforme o número de tirantes, profundidade de escavação e complexidade do perfil geotécnico encontrado na região do Triângulo Mineiro.

Que ensaios são obrigatórios para validar as ancoragens durante a obra?

A NBR 5629 exige ensaios de arrancamento em tirantes de sacrifício, ensaios de fluência para verificar a perda de carga ao longo do tempo e ensaios de recebimento em todos os tirantes de produção. Em solos colapsíveis como os de Uberlândia, também recomendamos ciclos de carga e descarga para avaliar o comportamento elastoplástico.

Até que profundidade de escavação é viável usar ancoragens em solo residual de Uberlândia?

Já projetamos contenções ancoradas com mais de 20 metros de escavação em solo residual de arenito Bauru. O fator limitante não é a profundidade em si, mas a presença de matacões ou a proximidade do lençol freático. Ensaios CPT e SPT definem a viabilidade técnica em cada quadra da cidade.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Uberlandia e sua zona metropolitana.

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