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Ensaio de densidade in situ com cone de areia em Uberlândia: por que o solo residual exige método normalizado

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A cidade de Uberlândia, situada no Triângulo Mineiro sobre o planalto sedimentar da Bacia do Paraná a cerca de 860 metros de altitude, apresenta um perfil geotécnico dominado por solos residuais maduros de basalto e arenito da Formação Marília. O que poucos reconhecem é que a presença de horizontes lateríticos concrecionários, comuns na região, interfere diretamente na leitura do ensaio de densidade in situ quando o método do cone de areia é executado sem os ajustes previstos na ABNT NBR 7185:2016.
Em nossa experiência nessa praça, o frasco de areia calibrada precisa de aferição mais frequente porque a umidade relativa do ar, que oscila entre 15% nos meses secos e 80% no período chuvoso, altera a densidade aparente da areia Ottawa utilizada. Antes de abrir a cava, é prudente que a equipe de terraplenagem já tenha os resultados do ensaio Proctor do mesmo material, pois o grau de compactação só pode ser aferido com a curva de referência correta, e a heterogeneidade do solo local exige que se definam lotes homogêneos com critério.

A precisão do cone de areia em solos residuais lateríticos depende mais da calibração da areia no canteiro do que da técnica do operador.

Metodologia e escopo

O contraste climático do Cerrado, com estiagens prolongadas seguidas por chuvas torrenciais, impõe ao controle tecnológico de aterros uma dinâmica que vai além da simples verificação do GC. Durante a compactação de camadas sobre solos argilosos de Uberlândia, a umidade ótima do Proctor pode se deslocar rapidamente, e o ensaio de densidade in situ com cone de areia funciona como um verificador pontual que precisa ser cruzado com a umidade higroscópica medida no momento da extração.
O procedimento descrito na norma exige que a placa de base fique estável sobre uma superfície regularizada, o que nem sempre é trivial em frentes de obra com cascalho laterítico solto, tão característico das jazidas da região. Quando o substrato é muito irregular, a perda de areia padrão pelo contato placa-solo falseia o volume da cava; por isso, a equipe de campo costuma selar a interface com pó de gesso antes de abrir o orifício.
Para aterros rodoviários de maior responsabilidade, como os acessos ao Anel Viário, esse controle se complementa com o CBR viário executado sobre corpos de prova moldados na energia do ensaio, garantindo que a capacidade de suporte não se degrade com a saturação sazonal.
Ensaio de densidade in situ com cone de areia em Uberlândia: por que o solo residual exige método normalizado
Imagem técnica de referência — Uberlandia

Considerações locais

A ABNT NBR 7185:2016 estabelece que o ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia não deve ser aplicado em solos com pedregulhos de diâmetro superior a 19 mm sem a devida correção do volume deslocado, e é justamente esse o cenário de risco em Uberlândia quando se atravessam camadas de canga laterítica fragmentada.
O perigo geotécnico mais comum na cidade é a falsa aprovação de uma camada compactada: o operador, ao encontrar um bloco de concreção ferruginosa no fundo da cava, pode subestimar o volume real e superestimar a densidade seca in situ, liberando um aterro que recalcará de forma diferencial na primeira estação chuvosa.
Outro ponto crítico é a execução do ensaio em taludes de corte, onde a geometria inclinada dificulta o assentamento da placa de base e a recuperação total da areia; a perda de alguns gramas de areia padrão, que parece insignificante, pode deslocar o grau de compactação em dois ou três pontos percentuais, comprometendo a segurança de estruturas de contenção ou fundações superficiais.

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Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaABNT NBR 7185:2016 (versão corrigida)
Areia padrão utilizadaAreia de Ottawa graduada (ASTM C778)
Diâmetro mínimo da cava10 cm (ou 3x o tamanho máximo do agregado)
Massa específica aparente da areia calibradaDeterminada in loco a cada lote de serviço
Profundidade média de investigação15 a 20 cm (camada compactada)
Teor de umidade associadoDeterminado pelo método da estufa (NBR 6457)
Aplicação típica na regiãoControle de aterros estruturais e camadas finais de terraplenagem

Serviços técnicos associados

01

Ensaio de densidade in situ com cone de areia conforme NBR 7185

Execução do método do frasco de areia em aterros controlados, camadas de pavimento e reaterro de valas na região de Uberlândia. Inclui a calibração da areia Ottawa no local da obra, abertura de cava com diâmetro adequado ao tamanho máximo do agregado, determinação da massa específica seca in situ e cálculo do grau de compactação a partir da curva Proctor fornecida. Relatório técnico com registro fotográfico e ART do engenheiro responsável.

02

Ensaio Proctor de referência e controle de umidade

Determinação da massa específica seca máxima e da umidade ótima de compactação para solos argilosos, siltosos e areno-argilosos típicos de Uberlândia, nas energias normal, intermediária ou modificada. O ensaio fornece a curva de compactação que serve de referência para o cálculo do GC obtido no cone de areia, e é repetido sempre que houver mudança de jazida ou do comportamento do material.

Normas aplicáveis

ABNT NBR 7185:2016 — Solo – Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 6457:2016 — Amostras de solo – Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização, ABNT NBR 7182:2016 — Solo – Ensaio de compactação (Proctor), DNIT 092/2006 – ES — Determinação da massa específica aparente in situ com emprego do frasco de areia

Perguntas frequentes

Qual o valor médio para um ensaio de densidade in situ com cone de areia em Uberlândia?

O serviço de ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia em Uberlândia tem valor de referência a partir de R$ 100.000 por campanha contratual, considerando um lote mínimo de determinações. Esse valor pode variar conforme a quantidade de furos, a distância de deslocamento da equipe até a obra e a necessidade de calibração adicional da areia padrão durante a execução.

Em quais tipos de solo de Uberlândia o cone de areia funciona melhor?

O método do cone de areia apresenta melhor desempenho nos solos argilosos e areno-argilosos residuais de basalto que predominam na zona leste da cidade, onde o material é mais homogêneo e permite a abertura de cavas estáveis. Em solos com concreções lateríticas dispersas, a norma exige cuidado redobrado na regularização do fundo da cava para não distorcer o volume medido.

Qual a diferença entre o cone de areia e o densímetro nuclear para controle de compactação?

O cone de areia é um método direto e destrutivo: mede-se o volume da cava preenchendo-a com areia calibrada, e a densidade é calculada pela relação massa de solo extraído/volume. O densímetro nuclear é indireto e não destrutivo, mas sua calibração em solos lateríticos de Uberlândia exige correlação com o cone de areia, que é o método de referência normativa para arbitragem de resultados.

Com que frequência a areia Ottawa precisa ser calibrada durante uma campanha de ensaios?

A ABNT NBR 7185 determina que a calibração da massa específica aparente da areia deve ser verificada no início de cada jornada de trabalho e sempre que houver mudança significativa na umidade relativa do ar. Em Uberlândia, nos meses de agosto e setembro, a amplitude térmica diária pode exigir recalibração no meio do turno, porque a areia seca ganha fluidez e altera a compactação dentro do frasco.

O ensaio de cone de areia pode ser usado para controle de reaterro de valas profundas?

Pode, desde que a camada compactada esteja acessível a partir da superfície. Em valas com mais de 1,5 metro de profundidade, a execução do ensaio de densidade in situ exige que o operador trabalhe dentro de uma escavação escorada, e a placa de base deve ser posicionada com nível de bolha para garantir que a areia preencha a cava sem viés geométrico.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Uberlandia e sua zona metropolitana.

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